A cana-de-açúcar em Minas Gerais pode voltar a respirar depois de uma safra castigada pelo clima. A projeção para 2026/27 aponta avanço de 11,6%, mas o ponto cego é simples: quem acompanha o campo sabe que produção maior não cai do céu — depende de produtividade, custo e previsibilidade. Será que essa recuperação vem para ficar?
Safra de cana em Minas: alta de produção, recuperação climática e impacto no açúcar e no etanol
A safra de cana em Minas Gerais ganhou força na projeção mais recente. O estado pode colher 16,48 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 11,6% sobre o ciclo anterior. Se isso se confirmar, o setor deve respirar melhor depois de perdas causadas pelo clima.
Esse avanço vem, principalmente, do ganho de produtividade. A estimativa é de 75.584 quilos por hectare, acima das 68.058 quilos por hectare de 2025/26. Na prática, isso mostra que a lavoura pode render mais mesmo sem grande aumento de área.
Outro ponto importante é a área colhida, que deve ficar próxima de 218,06 mil hectares. O dado indica estabilidade no uso das terras, com foco em melhor desempenho no campo. Para o produtor, isso costuma ser sinal de recuperação, mas ainda exige atenção ao tempo e ao manejo.
No mix de produção, o açúcar segue com peso forte. A estimativa é de 1,88 milhão de toneladas, crescimento de 22,9%. Já o etanol deve alcançar 671,6 milhões de litros, alta de 16,8%. Esses números ajudam a mostrar como a usina ajusta a moagem conforme o mercado.
Quando o preço do açúcar sobe, muitas unidades preferem direcionar mais cana para esse lado. Quando o etanol ganha espaço, a escolha pode mudar. Esse vai e vem faz parte da rotina do setor sucroenergético e afeta desde a indústria até o transporte.
Mesmo com a projeção positiva, o cenário ainda depende de chuva, calor e ritmo das colheitas. Um ciclo mais estável pode melhorar a oferta e aliviar custos. Mas qualquer quebra de clima pode mudar tudo rápido, como já aconteceu em safras anteriores.
Fonte: Revista Oeste










