A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) colocou em tarifa, para a sessão desta terça-feira, 17, uma série de 16 ações cujos réus são conhecidos personagens da Operação Lava Jato. Entre eles, estão o ex-ministro José Dirceu e Antonio Palocci e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
A relatora é a ministra Daniela Teixeira, que em casos anteriores da Lava Jato se manifestou em prol da anulação dos processos. Para ela, o STJ deve seguir o entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federalista Dias Toffoli, que tornou imprestáveis todas as provas obtidas com a delação da Odebrecht.
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Toffoli proferiu a decisão em setembro de 2023, o que praticamente enterrou quase uma dezena de investigação. Para Daniela, não seguir o entendimento de Toffoli poderia ensejar uma investigação do Recomendação Pátrio de Justiça (CNJ).
A sessão para julgar os casos da Lava Jato está marcada para as 13h desta terça-feira. Grande secção dos processos deve incluir sustentação vocal, momento em que os advogados apresentam as defesas de seus clientes aos magistrados.
Os processos no STJ
O conjunto de processos em tarifa é tratado internamente porquê uma tentativa de resolver os casos ainda pendentes sobre a Lava Jato no STJ. Fazem secção da 5ª turma, os ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto, além de Daniela.
Dos 16 processos, três se referem a pedidos feitos pela resguardo de José Dirceu, que tenta extinguir ações contra ele.
Sentenciado e recluso por acusações de devassidão e lavagem de numerário na Lava Jato e no Mensalão, o ex-ministro-chefe da Morada Social no primeiro procuração de Lula alega, em um dos casos, que seja reconhecida a receita. Em outro, tenta barrar um recurso do Ministério Público Federalista contra uma sentença de indulto de Curitiba.
No Supremo, Dirceu obteve uma vitória em outubro, quando o ministro Gilmar Mendes anulou todas as condenações do ex-juiz e hoje senador Sergio Moro (União Brasil) contra o ex-ministro.
Palocci e Sergio Cabral
No caso de Palocci, a resguardo procura liberar secção dos bens bloqueados pela Justiça, no valor de R$ 35 milhões. Em abril, a Justiça Federalista já havia determinado a suspensão do bloqueio de seis imóveis e cinco veículos pertencentes ao ex-ministro e à sua empresa, a Projeto Consultoria. Esses bens haviam sido confiscados durante a operação Lava Jato.
![Sérgio Cabral](https://noticiasnobr.com.br/wp-content/uploads/2024/12/STJ-julga-casos-da-Lava-Jato-e-pode-beneficiar-politicos.jpg)
Palocci passou mais de dois anos recluso no Paraná em decorrência de ações penais relacionadas à Lava Jato. Em 2017, foi réprobo por devassidão passiva e lavagem de numerário pelo portanto juiz Sergio Moro, com uma pena superior a 12 anos de prisão. No entanto, essa sentença foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021.
A ação de Sérgio Cabral que será avaliada pelo STJ trata da revogação do uso da tornozeleira eletrônica, já autorizada, de forma monocrática, pela ministra Daniela Teixeira. O MPF recorreu da decisão.
Outros casos
Além desses casos, também serão analisadas demandas de outros réus conhecidos da Lava Jato, porquê a doleira Nelma Kodama, o lobista Julio Camargo e o operador financeiro Ajuntar Assad.
Outros ex-executivos e operadores envolvidos na operação também têm pedidos pendentes, incluindo progressões de pena e transferências de ações atualmente em tramitação no Paraná para a Justiça Federalista em outros estados.
Alguns réus alegam que Moro e a juíza Gabriela Hardt, que atuaram na 13ª Vara Federalista de Curitiba, agiram com parcialidade, motivo pelo qual solicitam a anulação de seus processos.