36 horas viram foco de debate: estudos da FGV e do Ipea apontam risco de queda de 6,2% do PIB e aumento do custo da hora. Será que ganhos de produtividade compensariam esse peso sobre o setor produtivo?
Impacto econômico: estimativa de queda de 6,2% no PIB
36 horas pode reduzir o PIB em cerca de 6,2%, apontam estudos recentes. PIB significa Produto Interno Bruto; mede tudo o que o país produz. Menos horas trabalhadas tendem a diminuir a produção, sem ganho imediato em produtividade.
Como os estudos chegaram a esse número
FGV e Ipea usaram modelos que simulam mudança na jornada de trabalho. Eles consideraram custos maiores por hora e ajuste nos horários das empresas.
Setores mais afetados
Indústria e comércio tendem a sentir o impacto de forma imediata. Serviços que dependem de turnos e horas extras serão atingidos com força. Pequenas empresas podem sofrer mais, por terem menos margem financeira.
Custo por hora e produtividade
Com menos horas, o custo por hora trabalhada sobe naturalmente. Isso acontece porque salários e encargos continuam, com menos horas para diluir. Se a produtividade não aumentar, empresas terão custos unitários maiores.
Cenários e incertezas
O impacto final depende de ajustes na produção e na tecnologia adotada. Medidas como automação podem compensar parte das perdas, mas exigem investimento. O debate segue aberto, com empresários e governos analisando alternativas.
Quem paga a conta: aumento do custo da hora e setores mais afetados
36 horas tende a aumentar o custo por hora para os empregadores. Salários e encargos seguem quase os mesmos. Com menos horas, o custo se espalha em menos tempo. Isso eleva o custo de produção por unidade.
Como o custo por hora sobe
Empregadores mantêm salários e encargos, mas têm menos horas disponíveis. Encargos são tributos e benefícios obrigatórios, como INSS e FGTS. Quando as horas caem, cada hora precisa cobrir esses custos.
Setores mais afetados
Indústria: linha de produção perde eficiência se não adaptar turnos. Comércio: lojas com menor horário têm menos vendas diárias. Serviços: restaurantes, hotéis e saúde sofrem por falta de turnos. Transporte: horários e fretes podem encarecer com menos motoristas disponíveis.
Pequenas empresas e consumidores
Pequenos negócios têm menos margem para absorver custos. Muitos podem repassar aumento ao preço final. Isso pesa no bolso do consumidor no fim do mês.
Medidas que podem reduzir o impacto
Automação e tecnologia podem compensar parte do custo. Reorganizar turnos e negociar jornadas ajuda na adaptação. Aumentar a produtividade por hora é essencial para equilibrar custos.
Leitura crítica: produtividade estagnada, mercado formal e consequências sociais
36 horas pode não elevar a produtividade se processos e gestão não mudarem. Isso pode manter a produção igual ou até reduzir a saída por hora.
Por que a produtividade pode ficar parada
Produtividade é o que se produz por hora trabalhada. Se as empresas só cortarem horas, não haverá ganho real. Muitas linhas de produção têm limitação técnica e logística. Sem investimento em equipamentos ou organização, a produção por hora tende a cair.
Empresas com pouca margem têm menos espaço para melhorar processos. Treinamento custa tempo e dinheiro, e nem sempre vem rápido. Assim, o ajuste pode ser lento e desigual entre setores.
Impacto no mercado formal
No mercado formal, contratos, regulamentações e encargos influenciam muito. Reduzir jornada eleva custo por hora, sem reduzir tributos. Isso pode levar empresas a repensar contratações e turnos.
Algumas empresas podem cortar vagas, terceirizar funções ou aumentar contratos temporários. A terceirização pode transferir risco para trabalhadores e reduzir proteção social.
Consequências sociais
Menos horas e menos empregos podem reduzir a renda de famílias. Queda na renda tende a reduzir consumo e afetar pequenos negócios. Grupos mais vulneráveis, como jovens e mulheres, podem ser os mais atingidos.
Por outro lado, há potencial para melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Mas esse ganho só aparece se houver políticas de apoio e ganhos reais de produtividade.
Por fim, a transição pede atenção: investimento, diálogo social e medidas de proteção ajudam a mitigar riscos. Sem isso, a mudança pode agravar desigualdades e pressionar o mercado de trabalho.
Fonte: RevistaOeste.com










