Um troada deixou ao menos uma pessoa morta e outras três feridas no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 8. A vítima irremissível foi reconhecida porquê o corretor de imóveis Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, 38 anos, jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Dois suspeitos foram detidos. Entre os bandidos, foi levantado que havia um prêmio de R$ 3 milhões pela cabeça do delator, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. Gritzbach voltava de viagem com a namorada quando foi atacado a tiros.
Quatro suspeitos encapuzados desceram de um sege e dispararam na direção do empresário na extensão de desembarque do Terminal 2. Havia outro sege no espeque dos executores, que foi desprezado nas imediações do aeroporto.
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Segundo o jurisperito Ivelson Salotto, os seguranças que aguardavam o parelha no aeroporto seriam policiais militares de “extrema confiança” que faziam ponta de seguranças para o delator.
Antonio foi criminado pela partido criminosa de ter desviado R$ 100 milhões da organização e ter ordenado as mortes do traficante Anselmo Becheli Santa Fausta, o Faceta Preta, e do motorista Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, em dezembro de 2021. Os valores teriam sido entregues pelo criminoso a Gritzbach para que fossem lavados em criptomoedas.
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Ligado ao tráfico internacional de drogas para a Europa, Faceta Preta era acionista da empresa de ônibus UPBUs. Em somente nove meses de 2020, ele movimentou R$ 160 milhões em contas bancárias, segundo relatório de lucidez financeira do Juízo de Controle de Atividades Financeiras.
O duplo homicídio teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva e Noé Alves Schaum, formalmente denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano pretérito. Com as mortes, o PCC chamou o corretor de imóveis para “conversar”.
Antonio Gritzbach sob cárcere privado
Em prova prestado às autoridades, Gritzbach descreveu ter ficado em poder da partido por nove horas durante o tribunal do violação. Ele foi liberado sob a promessa de que iria repor a riqueza, mas foi recluso. Ele ganhou liberdade condicional e passou a usar tornozeleira eletrônica em junho de 2023.
Dois meses depois, a resguardo do varão ofereceu uma delação premiada ao Ministério Público. Em seus seis depoimentos, Gritzbach acusou dirigentes ligados a empresas de agentes de jogadores de futebol por lavarem verba do PCC. Um dos envolvidos seria Danilo Lima de Oliveira, o Tripa, da Lion Soccer Sports, que seria um dos presentes no sequestro do corretor.
Segundo ele, Tripa era o mais violento entre os sequestradores, pois teria mandado o corretor vincular a familiares para se despedir e ameaçou esquartejar a vítima. A empresa da qual Danilo Oliveira é sócio agencia jogadores da Série A do Campeonato Brasílico. O empresário também mencionou suspeitas de pagamento de propina à Polícia Social na investigação da morte de Faceta Preta.
Gritzbach já havia sido níveo de um atentado em dezembro do ano pretérito. Na noite de Natal, um tiro de fuzil foi disparado contra a sacada do apartamento onde morava, no no Jardim Anália Franco, bairro de cimeira padrão na zona leste de São Paulo, mas o responsável errou o níveo.

“É uma situação em que ele [Gritzbach] estava exposto ali, vinha sendo ameaçado”, disse Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, em entrevista ao Brasil Urgente. Ivalda revelou que ele acreditava ser níveo de integrantes do violação organizado e que Gritzbach “sabia muita coisa do PCC e sabia onde estavam colocando esse dinheiro”.
No término de agosto deste ano, Gritzbach foi níveo de operação da Polícia Social contra lavagem de verba, que tinha porquê alvos postos de combustíveis e empresas de logística. Na ocasião, os agentes visitaram endereços em Guarulhos e na zona leste da capital paulista, entre os quais da Porte Engenharia, empresa que Gritzbach já atuou porquê diretor.
Segundo a delação, foi por meio da empresa, uma das maiores construtoras da cidade, que Gritzbach conheceu membros da partido criminosa. A Porte é investigada pelo Ministério Público Estadual por suspeita de ter vendido mais de uma dezena de imóveis para traficantes de drogas.
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