A confirmação da reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (06/11) traz implicações significativas para os mercados financeiros globais e, em pessoal, para os investidores no Brasil e no mundo. A vitória do republicano impulsiona setores tradicionais com incisão de impostos e foco no mercado doméstico; veja o impacto.
A vitória de Trump foi esmagadora e trará uma grande legitimidade para seu governo. Os republicanos venceram no Escola Eleitoral, no voto popular e dominaram a Câmara e o Senado. Tudo isso indica que Trump terá facilidade para governar, implementando as políticas econômicas sinalizadas durante sua campanha.
A expectativa é que o segundo procuração de Trump seja caracterizado por uma abordagem de política econômica mais conservadora, enfatizando grandes incentivos ao setor privado e a redução da trouxa tributária para empresas. Especula-se sobre a possibilidade de novas reduções nas alíquotas do imposto corporativo, diminuindo dos atuais 21% para 20% ou até 15%.
Dólar mais poderoso
A sinalização de redução de impostos nos EUA tende a fortalecer o dólar. Isso resulta em uma valorização da moeda americana (e não necessariamente em uma desvalorização das outras moedas, embora o efeito observado seja semelhante). A valorização do dólar impacta diretamente as moedas de países emergentes, uma vez que o real brasiliano. Para os investidores nacionais, manter segmento do portfólio dolarizado é uma estratégia eficiente para proteger o patrimônio contra flutuações cambiais.
Muita sinalização foi feita por Trump sobre direcionar esforços significativos para reduzir a dívida pública americana, estimada em níveis historicamente elevados. Inclusive, há conversas sobre o presidente reeleito invitar o próprio Elon Musk para coordenar uma das áreas do governo, com o objetivo de ajudar a implementar cortes de gastos. A redução da dívida pode aumentar a crédito dos investidores na saúde financeira dos EUA a longo prazo.
A abordagem protecionista de Trump em relação ao resto do mundo, com a possibilidade de implementar tarifas de importação de até 60% sobre produtos chineses, tem implicações significativas para o transacção internacional. Embora tais medidas visem proteger a indústria vernáculo americana, elas podem desencadear retaliações e tensões comerciais, afetando cadeias de suprimentos globais.
Para o Brasil, será muito importante monitorar esses desdobramentos. Setores exportadores podem enfrentar desafios, mas também podem surgir oportunidades para preencher lacunas deixadas por outros países em mercados específicos.
Aliás, a política fiscal prometida por Trump procura estimular o investimento interno e aumentar a competitividade das empresas americanas no cenário global. Para os investidores, isso pode resultar em valorização dos ativos de empresas beneficiadas por essas medidas, principalmente nos setores tradicionalmente favorecidos pela governo Trump.
Setores estratégicos que podem se beneficiar:
Força e Combustíveis Fósseis: O setor de robustez fóssil é um dos principais beneficiários das políticas de Trump. Com uma postura mais cética em relação às mudanças climáticas, o governo tende a volver regulações ambientais restritivas, ampliando incentivos para a exploração e produção de petróleo e gás. Isso pode impulsionar a rentabilidade de empresas desse segmento, criando oportunidades para investidores interessados em ativos de robustez tradicional.
Resguardo e Indústria Militar: A priorização da segurança vernáculo e o aumento dos gastos em resguardo são marcas registradas da governo Trump. A alocação crescente de recursos para a modernização das Forças Armadas beneficia diretamente a indústria militar. Empresas fornecedoras de tecnologia e equipamentos de resguardo podem apresentar desenvolvimento significativo, tornando-se alvos atrativos para investimentos.
Setor Financeiro: A desregulamentação financeira é outra superfície de foco. A flexibilização de normas permite que instituições financeiras ampliem suas operações com maior liberdade, potencializando lucros. Bancos e grandes corporações financeiras podem se valorizar nesse contexto, oferecendo retornos interessantes para investidores.
Aliás, as políticas voltadas para o fortalecimento do mercado interno devem propiciar empresas de diferentes tamanhos da economia americana. Incentivos fiscais, facilitação de crédito e programas de incentivo à produção lugar podem impulsionar o desenvolvimento desses negócios. Investidores que buscam diversificação internacional podem considerar uma maior exposição ao índice S&P 500.
Outro ativo para permanecer de olho é o ouro. Analistas do UBS acreditam que o metal valedouro pode se valorizar caso surjam temores sobre polarização geopolítica, inflação ou expansão do déficit fiscal. A postura firme de Trump em relação ao transacção com a China aumenta o potencial de intensificação das tensões geopolíticas com a segunda maior economia do mundo.
Leonardo Chagas é internacionalista pela UFRGS e consultor de investimentos CVM. Atua com gestão de patrimônio no Brasil e exterior através da Musa Capital. É membro do Parecer do Instituto Atlantos e do Parecer Gestor da Rede Liberdade.