Auditores dizem que o atual ambiente jurídico inibe fiscalizações de autoridades — e isso pode custar caro à segurança jurídica. Quer entender por que essa afirmação divide opiniões e quais são as consequências práticas para o Estado e para o cidadão? Continue lendo.
Declaração da Unafisco e o caso dos auditores investigados
Auditores da Receita relataram medo e preocupação após as investigações abertas contra colegas.
A Unafisco publicou uma nota pública em defesa desses profissionais. A nota criticou o que chamou de perseguição institucional.
O que disse a Unafisco
A entidade afirmou que as medidas criam um ambiente hostil para fiscalizações. Segundo a Unafisco, investigações sem base clara desestimulam o trabalho técnico.
A nota pediu garantias de devido processo e respeito às regras. Devido processo é garantir investigação justa e ampla defesa.
Detalhes do caso dos auditores investigados
Os auditores são acusados de irregularidades em procedimentos fiscais envolvendo autoridades. Algumas apurações citam troca de mensagens e documentos administrativos.
As defesas afirmam que não há provas robustas ainda. Processos em andamento podem durar meses ou até anos.
Impactos na fiscalização e na confiança
O clima de medo tende a reduzir a fiscalização sobre autoridades. Menos fiscalização enfraquece a cobrança de tributos e o interesse público.
Isso também pode diminuir a confiança da sociedade nas instituições. Especialistas pedem transparência e regras claras para evitar conflitos.
A Unafisco busca diálogo com outras instituições e medidas que protejam o trabalho técnico. A ideia é garantir que a fiscalização continue isenta e eficaz.
Contestações jurídicas: devido processo, foro e o Inquérito das Fake News
Auditores têm questionado medidas legais que afetaram investigações sobre agentes públicos e autoridades.
Devido processo
Devido processo significa garantir uma investigação justa, com ampla defesa e contraditório.
Esse princípio protege auditores e cidadãos contra punições sem provas.
Sem regras claras, investigações podem virar instrumento de pressão institucional.
Foro e competência
Foro é o tribunal ou local onde um processo deve ser julgado.
Há debate sobre foro especial para autoridades e impactos nas apurações fiscais.
Definir competência correta evita decisões conflitantes e atrasos nas investigações.
Inquérito das Fake News
O Inquérito das Fake News apurou ataques e desinformação contra instituições públicas.
Algumas apurações usaram dados de redes e mensagens privadas como prova.
Caso auditores sejam investigados nesse inquérito, há risco de exposição e desgaste profissional.
Efeitos práticos
Medidas que expõem servidores tendem a reduzir a disposição para fiscalizar autoridades.
Menos fiscalização significa menos controle, e possível perda de arrecadação e confiança pública.
Especialistas pedem regras claras, proteção ao trabalho técnico e respeito ao devido processo.
Consequências institucionais e o risco à credibilidade da Receita Federal
Receita Federal pode perder credibilidade se a fiscalização parecer politizada ou seletiva.
Impacto na fiscalização
Auditores tendem a evitar casos sensíveis para reduzir risco pessoal e institucional.
Isso leva a menos apurações contra autoridades e menor fiscalização aprofundada.
Efeitos sobre a arrecadação
Menos fiscalização pode causar perda de receita por fraudes e sonegação não detectadas.
Essa perda financeira afeta serviços públicos e programas que dependem do recolhimento.
Confiança pública e institucional
Quando o público perde confiança, aceitar decisões administrativas fica mais difícil.
Perda de confiança também reduz cooperação entre órgãos e enfraquece o combate à corrupção.
Riscos legais e internacionais
Processos mal conduzidos podem gerar contestações judiciais e custos legais para o estado.
Também há risco de prejuízo à imagem do país perante investidores e parceiros internacionais.
Medidas sugeridas
Especialistas pedem regras claras, proteção ao trabalho técnico e mais transparência nos processos.
Garantias como o devido processo e auditorias internas ajudam a proteger a credibilidade.
Fonte: RevistaOeste.com

