Porto Aracruz começa a sair do papel com joint venture entre Imetame e Hapag‑Lloyd, promessa de R$2,5 bilhões e operação plena prevista para 2028. O que isso significa para exportadores, café e a logística nacional? Vale a pena entender os prós e os custos ocultos.
Parceria Imetame e Hapag‑Lloyd: estrutura, capacidade e cronograma
Porto Aracruz nasce de uma parceria entre Imetame e Hapag‑Lloyd. A joint venture combina capital local e experiência em operação portuária internacional.
Estrutura da parceria
A Imetame traz o terreno e o investimento local para o projeto. Hapag‑Lloyd contribui com know‑how em logística e gestão de terminais.
Ambas as partes criam uma empresa dedicada para operar o porto. Esse formato reduz riscos e acelera decisões sobre obras e gestão.
Capacidade e infraestrutura
O terminal terá um cais de 750 metros, com berços para navios grandes. A profundidade planejada de 16,5 metros permite atracar embarcações de grande porte.
Haverá pátios para empilhamento de contêineres e áreas para logística multimodal. Multimodal significa integração com caminhões e ferrovias, para escoar cargas com rapidez.
O terminal deve atender cargas de exportação, como grãos e contêineres de café. Quando falamos em contêineres, usamos TEU para medir capacidade.
TEU é a sigla em inglês para Twenty‑foot Equivalent Unit. É a unidade padrão para contar contêineres.
Cronograma e marcos
O projeto prevê operação parcial já em 2026, com serviços limitados. A operação plena deve começar em 2028, após conclusão de todas as fases.
Antes disso, será necessário concluir licenças ambientais e obras de dragagem. Essas etapas são comuns em grandes portos e exigem coordenação técnica.
Obras civis, instalação de guindastes e testes operacionais marcam a fase final. A presença de um operador global tende a acelerar padrões e procedimentos de segurança.
Para exportadores do Espírito Santo, o porto oferece alternativa a rotas mais longas. Menos tempo de espera e menor custo logístico podem surgir como benefício direto.
Impactos econômicos e logísticos: alternativa a Santos, ganhos e riscos para o ES
Porto Aracruz pode reduzir custos logísticos e agilizar embarques do Espírito Santo.
Benefícios econômicos
Menor distância e menos tempo no mar reduzem custos de frete e seguro.
Exportadores podem ganhar competitividade, acessar mercados e receber pagamentos mais rápido com menos custos operacionais.
Impacto logístico
Rota direta diminui congestionamento nos portos do sudeste, especialmente em Santos, e libera capacidade.
A logística multimodal vai integrar caminhões e ferrovias para acelerar o escoamento de cargas.
Multimodal significa usar mais de um modal, como estrada e ferrovia, na mesma viagem.
Concorrência com Santos
Santos segue como principal hub, mas Aracruz pode oferecer rotas mais curtas e baratas.
Para grandes armadores, a opção por Aracruz vai depender de custos e prazos estáveis.
Riscos e desafios
O projeto precisa de licenças ambientais que podem atrasar o cronograma previsto.
Investimentos em infraestrutura interna e rodovias serão necessários para escoar a produção local.
Há riscos de impacto social e ambiental que exigem monitoramento e mitigação constante.
Quem ganha com isso
Pequenos e médios exportadores do ES podem reduzir custos e ganhar prazos melhores.
O porto também pode atrair serviços, empregos e receitas para municípios próximos.
Fonte: Revista Oeste


