Dependentes de servidores da União acumulam pensões e recebem até R$ 70 milénio mensais. Meire Brandão recebe pensões de dois policiais federais. Dalila Sampaio recebe pensões de dois ministros do Itamaraty, com renda de R$ 60 milénio. Carmen Fonseca tem pensão de R$ 59 milénio porquê filha de dois auditores da Receita Federalista. Isaura Tardelli recebe R$ 57 milénio porquê viúva de um procurador da Previdência e um representante da Polícia Federalista. Vinte pensionistas que acumulam pensões recebem em média R$ 53 milénio, sem tolerar abate-teto.
As superaposentadorias resultam do acúmulo de pensões. O abate-teto é aplicado sobre cada uma das pensões e não sobre a soma dos benefícios. No INSS, porém, não há a mesma saturação. A pensão da viúva corresponde a 50% do valor da aposentadoria que era paga ao segurado, mais 10% por dependente. Essa regra foi aprovada na Reforma da Previdência, em 2019, porquê uma das medidas para trinchar despesas previdenciárias. Em junho do ano pretérito, o Supremo Tribunal Federalista (STF) considerou constitucional a regra, que não vale para os pensionistas da União.
Meire Brandão ficou viúva do representante da Polícia Federalista Milton Brandão em 1981. Depois, foi companheira do representante federalista Elias Kudsi, falecido em 2008. As duas pensões somaram, em setembro, R$ 69.878,37. Não há registro de emprego de abate-teto na planilha divulgada pelo Portal da Transparência da Presidência da República. Dalila Sampaio recebe pensão do ministro de segunda classe do Itamaraty Arrhenius de Freitas desde dezembro de 1983. A partir de junho de 2010, passou a receber também pensão do ministro de primeira classe Antônio de Sampaio. Recebe hoje pensão de R$ 60 milénio, sem abate-teto.
Duas pensões e uma aposentadoria
Maria Campelo Pinto recebeu pensão porquê filha de auditor federalista de finanças e controle em 1986. O Portal da Transparência não informa o nome nem o sexo do instituidor da pensão. Em 1990, recebeu mais uma pensão do auditor fiscal da Receita Federalista Jayme Moreira Pinto. Conta hoje com pensão de 59,6 milénio, sem abate-teto. Carmen Fonseca recebeu pensão porquê filha de um auditor da Receita Federalista a partir de julho de 1969. Em abril de 1988, contou com novidade pensão porquê filha de outro auditor da Receita. O governo federalista não informa o nome dos instituidores. Atualmente, Carmen acumula duas pensões no valor de R$ 59,5 milénio.
Carmen Fonseca recebe pensões porquê filha de dois auditores da Receita Federalista. O primeiro mercê foi facultado em julho de 1969 e o segundo, em abril de 1988. A sua renda é de R$ 59,5 milénio. Renata Moraes também conta com pensões deixadas por dois auditores da Receita Federalista, concedidas em abril de 1985 e setembro de 1990, no valor totalidade de R$ 58,7 milénio. A linguagem do Portal da Transparência não faz saliência entre homens e mulheres. São todos “auditores”, “professores”, “ministros”, o que dificulta a apuração.
Maria Pereira Fortes recebeu pensão de um auditor da Receita Federalista em maio de 1953. Em novembro de 1976, recebeu novidade pensão porquê filha de Florinda Pereira Fortes, auditora fiscal da Receita Federalista. Hoje, recebe pensão de R$ 58,7 milénio. Isaura Tardelli recebeu pensão porquê viúva de um representante da Polícia Federalista em agosto de 1964. Em outubro de 2003, recebeu novidade pensão porquê viúva de Darcy Lopes da Costa, procurador do INSS. Recebe pensão de R$ 57 milénio.
Marisa Silva Machado aposentou-se em junho de 1990. Dois anos mais tarde, ficou viúva de um procurador do INSS. Em 2011, recebeu novidade pensão porquê viúva de um mentor do Itamaraty. Recebe hoje um totalidade de R$ 55,6 milénio.
Thereza Azevedo Jacob não teve a mesma sorte. Recebeu duas pensões no mesmo dia (24/10/2018) porquê viúva de Gerhard Jacob, professor da Universidade Federalista do Rio Grande do Sul. A sua renda chegou a R$ 94 milénio, mas ela sofre abate-teto de R$ 50,1 milénio, restando-lhe uma renda líquida de R$ 44.008,53 – exatamente o teto remuneratório constitucional, pago a ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF).
O blog perguntou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos por que algumas pensionistas sofrem o abate-teto e outras não. O Ministério respondeu que as remunerações estão de pacto com o inciso XI do Item 37 da Constituição Federalista. “A leitura exclusiva de um único mês de contracheque para inferência em torno de remuneração de servidores pode ser imprecisa e carregar eventuais ganhos autorizados por respostas a demandas judiciais ou outras fontes devidamente identificadas, por rubricas excepcionais”.
Segundo o Ministério da Gestão, nos três casos citados pelo blog (dependentes de delegados federais, ministros do Itamaraty e de auditores da Receita), as pensionistas obtiveram os seus direitos antes do vinda da EC 103/2019. “É preciso ressaltar que essas mudanças só valem para benefícios iniciados após a reforma. Quem já recebia dois benefícios antes de novembro de 2019 não foi afetado e o pagamento continua igual.
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