Penitenciária feminina do Gama (Colmeia) apresenta aumento de autodeclarações de transexuais e presença masculina — e isso provoca inquietação sobre segurança, privacidade e custos. O que está por trás dessa mudança?
Mudança no perfil carcerário: dados, transferências e facções envolvidas
Penitenciária feminina registra mudança no perfil dos detentos nos últimos meses.
Dados do perfil
Registros da unidade mostram mais autodeclarações de pessoas trans nos últimos meses.
Também há relatos de homens sendo transferidos para alas femininas ou áreas mistas.
Autodeclaração é quando o preso informa sua identidade de gênero ao sistema prisional.
Transferências e causas
Transferências ocorrem por decisão judicial, por proteção ou por necessidade operacional.
Superlotação e déficit de vagas aumentam o número de remanejamentos entre unidades.
Algumas transferências buscam tirar pessoas de conflitos locais ou de risco imediato.
Facções e influência
Facções criminosas têm atuação dentro das prisões e influenciam rotas de transferência.
Elas podem tentar controlar quem fica em quais alas para manter poder e negócios.
Para a penitenciária feminina, essa influência cria riscos de conflito e intimidação.
Impactos na segurança e no dia a dia
A presença de pessoas com perfis variados exige adaptação na rotina e nas regras.
Servidores precisam de treinamento e há gasto extra com estrutura e segurança.
Setores de saúde e assistência social também são acionados com mais frequência.
Impactos práticos: segurança, privacidade das internas e déficit de efetivo
Penitenciária feminina enfrenta mudanças que afetam segurança, rotina das internas e dos servidores diariamente.
Segurança
A mistura de perfis aumenta o risco de conflito e confrontos entre detentos.
Facções podem explorar essas mudanças para fortalecer o controle interno e negócios.
Guardas relatam dificuldades para monitorar áreas e prevenir brigas durante a madrugada.
Buscas e revistas viram rotina mais intensa para tentar reduzir contrabando e armas.
Privacidade das internas
A privacidade das internas fica comprometida com a presença de perfis masculinos na unidade.
Situações em banheiros e alojamentos geram desconforto e denúncias frequentes de violação.
Atendimento de saúde e acompanhamentos sociais precisam considerar a identidade de gênero.
Protocolos claros e espaços adequados ajudam a reduzir conflitos e preservar direitos básicos.
Déficit de efetivo e custos
O déficit de efetivo nas prisões já era preocupação antes dessas mudanças recentes.
Com o novo perfil, a necessidade de guardas e profissionais aumenta e gera gastos.
Treinamento em direitos humanos e atendimento especializado demanda recursos públicos adicionais.
Sem reforço no efetivo, a penitenciária feminina corre risco de perder o controle da rotina.
Fonte: RevistaOeste.com



