Donald Trump venceu a disputa contra Kamala Harris e será o presidente dos Estados Unidos a partir de 2025. A vitória do republicano é um marco na história da política norte-americana, porque é a segunda vez que um ex-presidente volta à Moradia Branca depois de perder uma reeleição.
Unicamente Grover Cleveland, 22º presidente do país, havia conseguido tal façanha. Elegeu-se em 1885 e governou até 1889, ano em que perdeu a reeleição. Voltou à Moradia Branca quatro anos depois para tornar-se o 24º presidente dos EUA. No caso de Trump, venceu a disputa em 2016, contra Hillary Clinton, e perdeu a reeleição em 2020, para Joe Biden.
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A campanha de Trump centralizou a campanha em temas caros ao sufragista conservador, uma vez que a liberdade econômica, o controle da imigração e o fortalecimento da indústria dos EUA. Durante a campanha, o republicano prometeu retomar políticas que implantou durante seu primeiro procuração, incluindo a redução de impostos, o endurecimento nas fronteiras e a renegociação de acordos internacionais. Sua base eleitoral se manteve leal, principalmente nas áreas rurais e entre eleitores conservadores.
A primeira período: Trump versus Biden
Confira:
- 1 A primeira período: Trump versus Biden
- 2 Atentados contra o republicano
- 3 Trump vira escopo de Biden
- 4 Sai Biden, entra Kamala
- 5 Vitória em Estados-pêndulo definiram a vitória de Trump
- 6 Arizona
- 7 Carolina do Setentrião
- 8 Trump reconquista a Geórgia
- 9 Michigan
- 10 Nevada
- 11 A vitória de Trump na Pensilvânia
- 12 Wisconsin
As eleições de 2024 foram disputadas de forma acirrada, com o país dividido entre o retorno de Trump e a perenidade das políticas de Biden, posteriormente carregadas por Kamala Harris. A eleição foi uma das mais polarizadas da história recente.

A expectativa global é que o retorno de Trump à Presidência traga mudanças significativas nas relações internacionais, principalmente em relação à China, à Rússia e à União Europeia.
Em seu primeiro procuração, o republicano adotou um tom pragmático: encontrou-se com Xi Jinping, com Vladimir Putin e até mesmo com o ditador da Coreia do Setentrião, Kim Jong-un. Essa conduta se mostrou dissemelhante da verificada na gestão de Biden, que isolou os chineses, os russos e os norte-coreanos.
Atentados contra o republicano
Desde o primícias das campanha, Trump adotou uma posição sátira às políticas dos democratas, acusando-os de enfraquecer a economia, aumentar a instabilidade e colocar a política internacional dos EUA em risco. Kamala Harris, por sua vez, focalizou em associar a figura de Trump aos eventos de 6 de janeiro de 2021, quando ocorreu a invasão do Capitólio, e ao aumento da polarização no país. Endossada pela mídia, Kamala buscou retratar o ex-presidente uma vez que uma ameaço à democracia norte-americana.
A campanha de 2024 ficou marcada por ameaças contra Donald Trump. Houve uma tentativa de homicídio em um evento público, em julho, quando um ex-militante democrata subiu no telhado de um prédio nas proximidades do sítio onde Trump discursava e atirou contra o republicano. Mirou a cabeça, acertou a ouvido e acabou morto pelo Serviço Secreto. Unicamente dois meses depois, outro quidam tentou massacrar Trump em um clube de golfe. Não conseguiu.


Esses atentados reforçaram a tese de perseguição contra o republicano, o que ajudou a aumentar sua popularidade entre os eleitores e a fortalecer a visão de que Trump é um outsider. Ou seja, alguém de fora da política tradicional que combate o sistema.
Trump vira escopo de Biden
No calor da disputa, houve uma troca de palavras duras entre Trump e Biden, mesmo com Biden fora da eleição. Embora Trump tenha concentrado as críticas em Kamala, Biden, atuando uma vez que apoiador de sua vice-presidente, ocasionalmente se dirigiu a Trump com comentários ofensivos. Em alguns momentos, Biden referiu-se ao republicano uma vez que “um risco para a segurança nacional” e “uma vergonha para a história norte-americana”. Outrossim, chamou os eleitores trumpistas de “lixo” e o associou ao fascismo.
Esses comentários, além de inflamarem o envolvente entre os eleitores, foram explorados pela campanha de Trump uma vez que uma prova de que o establishment democrata ainda o teme e o considera uma ameaço ao seu projeto político. Trump usou essa estratégia para se fortalecer e mobilizar sua base de eleitores.


Sai Biden, entra Kamala
Com Biden fora da corrida, Kamala Harris tentou se solidificar uma vez que uma liderança capaz de continuar o trabalho do atual governo. Ela buscou focalizar em temas uma vez que sustentabilidade, aproximação à saúde, reforma policial e suporte a minorias, em uma tentativa de firmar-se uma vez que “progressista”. Todavia, sofreu resistência dentro do próprio partido e não cativou os eleitores.
Para se diferenciar, Kamala Harris enfatizou sua própria trajetória e suas promessas de mudanças no sistema de justiça criminal, nas políticas de controle de armas e no progresso dos direitos sociais. O objetivo era atrair eleitores que sentiam que Biden não conseguiu ser suficientemente “progressista” em seu procuração.
À medida que as eleições se aproximaram, a disputa se tornou mais acirrada. O país se dividiu entre os que veem Trump uma vez que uma figura necessária para trazer firmeza econômica e firmeza nas políticas externas e os que acreditam que Kamala representa uma perenidade necessária para aprofundar os “avanços democráticos e sociais”. Desta vez, a população norte-americana optou pelos republicanos.


Vitória em Estados-pêndulo definiram a vitória de Trump
No sistema eleitoral norte-americano, alguns Estados têm papel desproporcional na decisão das eleições: são os Estados-pêndulo. Uma vez que o nome sugere, são um pequeno grupo que oscila entre candidatos democratas e republicanos, a depender da eleição.
Neste ano, os Estados-pêndulo mais observados foram Arizona, Carolina do Setentrião, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin. Trump venceu em todos.
Uma das características principais de um Estado-pêndulo é sua inclinação política imprevisível. A Flórida, por exemplo, foi considerada um Estado-pêndulo dos anos 1990 até 2020, mas agora é vista uma vez que de maioria republicana. “A Carolina do Norte não era considerada um Estado-pêndulo no início desta corrida eleitoral”, observa o professor doutor Roberto Moll Neto, que leciona história da América na Universidade Federalista Fluminense (UFF).
Em virtude do potencial de serem conquistados por qualquer um dos candidatos, os dois partidos frequentemente dedicam grande quantidade de tempo e de recursos para lucrar nesses Estados.
Arizona
Biden alcançou a Presidência em 2020 com o suporte do Estado do Grand Canyon, que votou no Partido Democrata pela primeira vez desde a dezena de 1990. O Arizona faz fronteira com o México por centenas de quilômetros e, por isso, se tornou um ponto mediano do debate sobre imigração proibido nos EUA.
“Os latinos são, aproximadamente, 30% da população do Estado e aproximadamente 24% dos cidadãos aptos a votar”, diz Moll.
O Arizona também foi palco de uma disputa sobre o aproximação ao monstruosidade, depois que os republicanos do Estado tentaram restabelecer uma proibição quase totalidade de 160 anos à interrupção da gravidez. O tema se tornou ainda mais polarizador em 2022, quando a Suprema Golpe anulou uma decisão histórica que dava às mulheres o “direito constitucional ao aborto”.


Carolina do Setentrião
As pesquisas demonstraram um maior estabilidade na Carolina do Setentrião desde que Kamala Harris assumiu a campanha democrata. O Estado foi escolhido por Trump para a realização de seu primeiro comício ao ar livre, depois da tentativa de homicídio que sofreu em julho.
Trump venceu na Carolina do Setentrião, em 2020, por pouco mais de 70 milénio votos, o que aumentou as esperanças dos democratas de que oriente Estado pudesse ser conquistado neste ano.
Desde a eleição de 2020, a Carolina do Setentrião ganhou quase 400 milénio habitantes — a maior segmento vinda de outros Estados, mas também imigrantes hispânicos. Os novos moradores são principalmente estudantes e profissionais atraídos pelo chamado “triângulo da pesquisa”, uma extensão que concentra universidades, startups e empresas de tecnologia.


Trump reconquista a Geórgia
O Estado dos pêssegos foi epicentro da alegado de Trump sobre a suposta fraude nas urnas em 2020, visando a anular a vitória de Biden naquele ano. O republicano alega que venceu “por 400 mil votos, pelo menos”, segundo um telefonema grampeado pela Justiça norte-americana. As falas levaram Trump a enfrentar uma de suas quatro acusações criminais.
A escrutinação solene muito uma vez que as recontagens posteriores contabilizam que Biden o venceu por pouco mais de 10 milénio votos. O parecer foi endossado pelo governador e pelo secretário de Estado da Geórgia, correligionários de Trump.
Um terço da população da Geórgia é afro-americana, uma das maiores proporções de negros no país, e acredita-se que esse grupo tenha sido fundamental para Biden invadir o Estado em 2020. No entanto, já vinha crescendo o suporte da comunidade negra a Trump, o que foi fundamental para a vitória em 2024.
Michigan
O Estado dos Grandes Lagos escolheu o candidato presidencial vencedor nas últimas três eleições, tendo votado em Trump, em 2016, e em Biden, em 2020. No entanto, Michigan demonstrou independência ao liderar uma campanha pátrio contra o presidente.
Durante as primárias democratas no Estado, em fevereiro, mais de 100 milénio eleitores votaram em branco uma vez que forma de protesto contra o suporte militar de Biden a Israel na guerra contra o Hamas.
Michigan é o Estado com a maior proporção de árabe-americanos no país, muitos deles vindos da Palestina. Recentemente, Kamala endureceu o tom em relação a Israel, indicando um meneio a essa população. “A comunidade de eleitores árabes pode ser determinante em um pleito acirrado”, considera o docente da UFF.


Nevada
O Estado da prata vota nos democratas há várias eleições, mas já havia sinais de uma verosímil viradela pelos republicanos.
Ambos os candidatos lutaram para invadir a população latina do Estado. Somente os descendentes de imigrantes mexicanos representam 20% de Nevada, famoso pelos seus cassinos na cidade de Las Vegas. Trump levou.
A vitória de Trump na Pensilvânia
Ambos os lados têm feito campanha incansavelmente no Keystone State, onde Donald Trump sobreviveu à tentativa de homicídio. O Estado foi decisivo na eleição de 2020, apoiando Biden, que nasceu no interno do Estado.
A economia é o principal foco na Pensilvânia, onde os preços dos víveres subiram mais rápido do que em qualquer outro Estado norte-americano, segundo o provedor de perceptibilidade de mercado Datasembly.
Wisconsin
O Estado de Wisconsin também escolheu o candidato presidencial vencedor em 2016 e 2020, com uma margem de pouco mais de 20 milénio votos em ambas as vezes. O Estado do texugo tem uma possante produção agropecuária e é o maior produtor pátrio de queijo e manteiga do país. Trump afirmara que, se vencesse em Wisconsin, vencerá “tudo”.
Historicamente, Wisconsin se destaca uma vez que o rudimento do “progressismo” no protótipo norte-americano. Foi o primeiro Estado a adotar direitos trabalhistas, reformas econômicas, sociais e educacionais e a extermínio da pena de morte.

