Drone: a Anac notificou a Portela após a escola usar um equipamento para elevar um integrante na Sapucaí. O caso abre debate sobre segurança, responsabilidade e limites da criatividade em eventos com grande público — entenda o que está em jogo.
O que diz a norma da Anac sobre transporte de pessoas e riscos envolvidos
A ANAC proíbe o transporte de pessoas com drone em operações comuns.
Isso vale para drones recreativos e comerciais, sem exceções simples.
Normas gerais da ANAC
Operadores devem seguir regras de segurança e limites de altura definidos.
Registro do equipamento e identificação do piloto são exigidos para voos específicos.
Voos sobre aglomerações só ocorrem com autorização e plano operacional.
Riscos para pessoas e público
Um drone pode cair por falha técnica ou erro humano.
Impacto de uma queda pode causar ferimentos graves ou danos materiais.
Em desfiles, o risco cresce por multidões e pouca margem para erro.
Registro e responsabilização
O equipamento deve estar cadastrado segundo as normas vigentes, quando exigido.
O proprietário responde por danos se o drone causar acidentes ou prejuízos.
Seguro civil pode ser exigido em operações profissionais e em shows.
Autorização para shows e eventos
Eventos com público pedem comunicação prévia e, às vezes, autorização formal.
O produtor precisa apresentar plano de segurança e medidas para evitar queda.
Sem autorização, a operação pode gerar notificação, multa e apreensão do equipamento.
Investigações costumam apurar falha técnica, responsabilidade e cumprimento das regras.
Consequências administrativas, resposta das escolas de samba e impacto cultural no desfile
ANAC pode notificar organizadores e exigir documentos sobre a operação do drone.
Consequências administrativas
Notificação formal instaura prazo para apresentar explicações e registros do equipamento.
Sem resposta ou autorização, há risco de multa e apreensão do drone.
Órgãos podem abrir processo e exigir laudo técnico sobre a operação.
A responsabilidade atinge piloto, dono do equipamento e produtor do desfile.
Resposta das escolas de samba
Escolas costumam explicar intenção artística e dizer que buscam segurança.
Algumas vão revelar contratos com operadores qualificados e seguro específico.
Outras podem alegar falha técnica inesperada ou erro humano isolado.
Investigações costumam pedir comprovação de treinamento e autorização para voos especiais.
Impacto cultural no desfile
O uso de drone traz discussão entre tradição e inovação no desfile.
Público debate se efeitos tecnológicos valem o risco à integridade física.
Autoridades podem impor regras mais rígidas em desfiles e shows públicos.
Produtores podem reduzir cenas aéreas para evitar entraves legais e multas.
O episódio tende a incentivar normas claras e maior fiscalização nas ruas.
Fonte: Revista Oeste



